terça-feira, 14 de abril de 2020

O professor havia passado com antecedência um texto de Leonor Lopes Favero, do livro: Coesão e Coerência Textual, para ler e fazermos um resumo. Foi a nossa primeira aula online, pelo aplicativo Zoom, devido o distanciamento social pelo COVID-19, na aula comentamos sobre o texto e o professor acabou explicando detalhadamente cada tipo de classificações.

Existem certos itens na língua que tem a função de estabelecer referencia. A referencia constitui um primeiro grau de abstração, onde, o leitor
relaciona o signo ao objeto de acordo com o meio em que vive. (Seu conhecimento). A coesão referencial pode ser obtida por:
Substituição - se dá quando um componente é retomado ou precedido por uma pro-forma. Quando ocorre a retomada dizemos que aconteceu uma
Anáfora e quando ocorre o procedido ou sucessão dizemos que ocorreu uma Catáfora.
As pro–formas podem ser: Pronominais, verbais, adverbiais, numerais.
E suas funções podem ser: Pro-Sintagma, Pro–Constituinte, Pro-oração.


  1.  Pronomes pessoais somente os de terceira pessoa caracteriza pro-forma que são substitutos textuais.
  2. As pro-formas pronominais sempre se referem a elementos da estrutura superficial e nunca a entidades não recobráveis, nessa estrutura, quando istoocorre chamamos de “Ilha Anafórica”. ‘Anáfora Esquemática” é quando fica subentendido algo que não está visível, e sim nas “entre linhas”, porem nossa cultura nos permite inferir.
  3.  Não é possível a substituição do pro–forma pronominal, no caso de negação. Exemplo: Não tenho automóvel. Ele é azul.
  4. Incluem-se também as questões de definitização. Informações novas incluídas indefinidas que se referem às expressões definida. As regras para o uso definido e do indefinido são duas.
  • A- Um referente indefinido deve ser retomado por um definido.
  • B- Para manter a identidade referencial, um definido só pode ser retomado por um definido.
  1. As pro-formas verbais limitam-se aos verbos: "SER" e "FAZER".

Onde o verbo “FAZER” substitui somente os verbos de ação. Já os verbos de estado não podem ser substituídos por fazer, como no caso de: ‘parecer’,
‘ser’, ‘estar’.
A substituição de “Fazer” exige sempre a presença de uma pro-forma pronominal.
Além de substituição por pro-formas, podemos substituir também por 0 (zero) – elipse- de entidades já introduzidas no texto. Elipse pode substituir
qualquer elemento linguístico, mas limita-se aos substituídos por pro-forma.

Reiteração: é a repetição da expressão no texto e pode ser feito através:


  1.  Repetição do mesmo item lexical.
  2.  Sinônimos.
  3.  Hiperônimos e Hipônimo.

- Hiperônimos: mantem relação do primeiro elemento com o segundo da seguinte forma: TODO–PARTE/ CLASSE–ELEMENTO. Exemplo: Gosto muito de
DOCE. COCADA então adoro.
- Hipônimo: mantém relação do primeiro com segundo da seguinte forma: PARTE–TODO/ELEMENTO–CLASSE.
Exemplo: Os CORVOS ficaram a espreita. As AVES aguardavam o momento de se lançar sobre os animais mortos.


  1.  Expressões nominais definidas: quando a repetição do mesmo fenômeno por formas diversas. Baseia-se no conhecimento de mundo.
  2.  Nomes Genéricos: são itens de referência anafórico: ‘pessoas’, ‘coisas’, ‘negocio’, ‘lugar’, ‘ideia’. (A também a relação hiperonímia: coisa – um homem morto).

Coesão Referencial

Coesão recorrencial se dá quando, apesar de haver retomadas de estruturas, o fluxo informacional caminha, progride.
Não confundir Recorrência (assinala que a informação progride) com Reiteração (assinala que a informação já e conhecida e mantida).
Na recorrência há a referencia, mas esta deve ser feita sempre em termos de dominância.
São coesões de recorrência:
Recorrência de termos: funções de ênfase, intensificação é um meio para deixar fluir o texto.
Paralelismo: quando estruturas são reutilizadas mas com diferentes conteúdos. Não há somente recorrência de termos mas de estrutura, e o uso dos
termos do mesmo como lexical.
Paráfrase: é uma nova afirmação do sentido de um texto, ou passagem usando outras palavras. Normalmente explica ou esclarece o texto que está
sendo parafraseado. Contribui para a coesão do texto, já que atua como articuladora entre informações antigas e novas.
Recurso Fonológico, Segmentais e Supra-Segmentais: a forma fonética do texto é uma consequência da estrutura semântica. Será prevista se levar em

conta a pragmática, a estilística e a psicolinguística. Obtemos coesão com esse componente quando:


  • Ritmo – forma como o qual escrevemos o texto, como ditamos a leitura. 
  1. Silêncio: pode ditar uma reflexão, fim, falta de interesse em seguir no assunto ou como forma de evitar dar um embasamento próprio a reflexão e entendimento do leitor, ou ameaçar.
  2. Entonação: sendo distintiva, frase diferente do texto em si e democrativa, entonação descendente no fim de uma sequência e ascendente no início de outra, reticencias ou frases incompletas.

  • Recurso de motivação Sonora: exemplos vogais e consoantes expressivas, ecos, sugestão

Coesão Sequencial


São os que tem por função fazer progredir o texto. Eles podem ocorrer por:
Sequenciação Temporal: para indicar tempo, pode ser obtido por:



  1. Ordenação linear dos movimentos. Exemplo: Vim, vi e venci.
  2. Expressões que assinalam a ordenação ou continuação das sequencias temporais. (Primeiro....depois..., ou Anteriormente....agora vamos....)
  3. Partículas Temporais.
  4. Correlação dos Tempos Verbais.
Sequenciação por Conexão: em um texto tudo está relacionado, isto se dá através de:


  • Operadores do tipo lógico: tem por função tipo de relação logica que o escritor/locutor estabelece entre duas proposições, ele pode estabelecer relação de:
  • Disjunção - combina proposição por meio conector ou que pode ser inclusivo, onde ambos são verdadeiros.
    Podem também ser proposições exclusivas, aonde somente uma delas é verdadeira.
  • Condicionalidade – possuem relação de dependência , a proposição posterior depende da anterior, onde diz que ela só será verdadeira se a anterior for. Ela pode ser de três tipo: Factual/Real, Não Factual/Hipotética e Contra Factual/Irreal.
  • Casualidade - relação de causa e consequência entre A e B. Sendo relações factuais ou reais. A casualidade é expressa pelas construções que a gramatica chama de causais, conclusivas e consecutivas.
  • Medição - Fazem parte da condicionalidade. São expressas por duas proposições onde temos um meio para chegar a um fim.
  • Complementação - duas proposições onde um complementa a outra.
  • Restrição e Delimitação – uma proposição restringe a outra.

    1. Operadores do Discurso: tem por função estruturar, e orientar o sentido em dada direção.



  • Conjunção – conexão entre os conteúdos.
  • Disjunção – trata-se da disjunção de enunciados que tem orientações discursivas diferentes.
  • Contrajunção – designa o tipo de conexão que articula sequencialmente frases cujos conteúdos se opõem, (mas, porém, contudo, entretanto) pode ser usado para destinguir a contrajunções.
  • Explicação ou Justificação - introduz-se uma explicação de um ato anteriormente realizado. Não é igual cause e consequência.
  • Pausas: Indicadas na escrita por: (. , ; :) pode assinalar relações diferentes, facilmente explicitadas.
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